Na noite de quinta-feira, dia 1º, profissionais da Escola Barriga Verde – EBV participaram de uma palestra do psicoterapeuta Leo Fraiman com o tema ‘A síndrome do imperador: pais empoderados educam melhor’’, por meio de uma parceria com a FTD Educação. O evento aconteceu no Teatro Elias Angeloni, em Criciúma, trazendo a reflexão sobre o papel do professor e da família no contexto de formação das crianças e dos jovens.

Fraiman define a “síndrome do imperador” como um conjunto de sintomas que envolvem imaturidade psicológica, insegurança com regras, limites e leis, irritabilidade diante de frustrações, insegurança emocional e atitudinal, insatisfação generalizada, ingratidão com os demais e a vida, inadequação para o mercado de trabalho, incapacidade de lidar com as frustrações, instabilidade para tomar decisões e imperatividade social.

Aprender a lidar com todas estas questões se faz necessário. Preparar nossos jovens para enfrentar os problemas cotidianos faz parte do papel da família e também da escola. “No entanto, precisamos ter consciência de que dentro de nossa casa, mais do que nunca, os valores são necessários, porque não adianta esperar uma solução que vai vir de um grande salvador da pátria”, reflete diretora de Educação Básica da EBV, Rosilane Damazio Cachoeira.

Ela ainda destaca que Fraiman observa que a falta de liderança e de referências gera insegurança e sensação de desamparo. Por isso, a criança e o adolescente que tem um projeto de vida tem também mais chance de construir a sua melhor versão. “Então fica o pedido para que os pais sejam referência positiva para seus filhos e que os professores sejam a inspiração para seus alunos”, declara Rosilane.

A diretora também comenta sobre as profundas transformações que a sociedade vem passando com a era da informação e do conhecimento, em que a tecnologia ocupa progressivamente mais espaço no cotidiano. “Isso facilita conexão entre as pessoas e estimula o individualismo e o imediatismo. As competências cognitivas deverão andar ao lado das competências emocionais. Nosso dia a dia é cada vez mais complexo, competitivo, desafiador, exigente e conectado, mas não podemos desistir de buscar a mudança para vivermos melhor em sociedade. Saber entender o outro, ser solidário, respeitar hierarquias, cumprir com seus deveres e lutar pelos seus direitos, constituem-se elementos da boa convivência”, finaliza Rosilane.